Quem nos ensinou a gostar de carne?

Os mais antigos habitantes da nossa terra, são quem tem as respostas para essa pergunta. Muito antes da chegada dos portugueses e colonos, que com eles trouxeram a carne seca e as especiarias de outros povos, as tribos que aqui existiam já dispunham de suas próprias maneiras de preparar a carne, usando métodos que se assemelham muito ao nosso moderno churrasco, que os invasores desconheciam.

Conta-se que após uma elaborada caçada, a carcaça do animal era trazida e limpa. A pele, usada para diversos propósitos, era cuidadosamente retirada com utensílios de pedra ou osso. Após isso, a carne então era rapidamente retirada, pois o calor tornava a deterioração muito mais próxima, conforme o tecido animal ficasse exposto.

Os nacos de carne fresca, eram espetados em grandes hastes de madeira pontiaguda e colocados lado a lado em buracos no chão, cujo interior estava repleto de madeira seca. A carne também podia ser envolvida em folhas com sabores característicos, que temperavam o alimento conforme ele assava. Por fim, se os indígenas preferissem, eles salgavam a carne usando cinzas.

Esse formato de preparação da carne foi transmitido diretamente aos colonos europeus, que viram na carne o único e mais confiável alimento para seus vaqueiros que passavam dias distantes de quaisquer provisões, e dispunham apenas do gado que arrebanhavam. Esse modo de preparar a carne bovina, espalhou-se por todo o país primeiro nas zonas rurais, vindo a ser amplamente adotado por toda a população em meados do século XIX, quando o consumo de carne bovina deixou de ser “marginalizado” por ter se iniciado em camadas mais pobres.

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